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Um ambiente seguro pode evitar quedas de idosos

Manter o ambiente seguro é uma tarefa muito difícil, principalmente quando lidamos com ambientes onde vivem os idosos. Essa é uma medida extremamente importante e necessária. A maior parte das pessoas ao comprarem ou construírem uma casa, não o faz pensando em sua velhice. As casas que sempre foram maravilhosas para uma jovem família podem revelar inúmeros obstáculos para uma pessoa idosa, e esses obstáculos precisam ser eliminados quando for possível. Quando não for possível eliminá-los, devem ser reduzidos ao máximo.



Uma habitação adequada e segura nada mais é que um ambiente que esteja disponível a ajudar nas limitações dos idosos, sem atrapalhar a rotina familiar. O envelhecimento deve estar ligado de forma direta a habitação adequada e ao ambiente seguro.


E para isso não é necessário inseri-los em uma residência de idosos, casa de repouso ou lugar semelhante, no qual já existem todas as adaptações necessárias, muito pelo contrário. Não existe lugar mais seguro para a pessoa idosa que a sua própria casa. Eles devem permanecer nela, o quanto for possível. A institucionalização deve ser evitado ou adiado ao máximo. Essa deve ser a última escolha a ser feita, isso quando se esgotaram todas as outras possibilidades.


A queda é o deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial com a incapacidade de correção em tempo hábil, determinado por circunstâncias multifatoriais que comprometem a estabilidade.


As quedas nas pessoas idosas são comuns e aumentam progressivamente com a idade, em ambos os sexos e em todos os grupos étnicos e raciais. Isso representa um problema de saúde pública.


Elas podem ocorrer em virtude do declínio das funções fisiológicas (visão, audição, locomoção) ou ainda pode representar sintomas de alguma patologia específica.


Os acidentes ocasionados pelas quedas podem provocar fraturas, traumatismos cranianos e até mesmo a morte em casos mais graves. Sua ocorrência pode afetar a qualidade de vida do idoso, tendo influências psicossociais, muitas vezes provocados por sentimentos como medo e fragilidade, que por vezes acabam evoluindo para um processo de declínio do quadro geral do idoso. Isso ocorre em consequência da redução da mobilidade, que tem influência também nas atividades sociais e recreativas.


No Brasil, cerca de 30% dos idosos caem pelo menos uma vez no ano. Esse risco de queda aumenta significativamente com a idade e com o nível de fragilidade, sendo que os fatores responsáveis por uma queda podem ser intrínsecos (relacionados com o indivíduo) e/ou extrínsecos (relacionados ao ambiente).


Atividades e comportamentos de risco, além dos ambientes inseguros, aumentam a probabilidade de escorregar, tropeçar, pisar em falso, criando dessa forma os desafios de equilíbrio. Os riscos dependem da frequência de exposição ao ambiente inseguro e também do estado funcional do idoso, pois quanto mais vulnerável, mais frágil e suscetível aos riscos ambientais.


O grau do risco é influenciado pela capacidade funcional e cognitiva de cada paciente. As manobras posturais e ambientais são facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, porém, se tornam grandes desafios aos pacientes com declínio na capacidade funcional e postural.


Idosos fragilizados caem durante a realização de atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente as quedas ocorrem dentro de casa, em um ambiente familiar e bem conhecido. O maior índice de quedas ocorre no banheiro e no quarto.


Fatores intrínsecos relacionados a quedas são: declínio cognitivo, uso de medicamentos (benzodiazepínicos, sedativos, tranquilizantes e polifarmácia), distúrbios de marcha, equilíbrio e fraqueza muscular, história de quedas, idade avançada, tontura, depressão.


Já os fatores extrínsecos estão associados às dificuldades propiciadas pelo ambiente, entre os quais podemos mencionar: pisos escorregadios, encerados e molhados, ausência de corrimão, assentos sanitários muito baixos, prateleiras muito altas, mesas e cadeiras instáveis, calçados inapropriados, escadarias inseguras, calçadas esburacadas, degraus de ônibus muito altos, iluminação inadequada, tapetes soltos ou com dobras, roupas excessivamente compridas, obstáculos no caminho (objetos, fios).


A queda é um evento muito preocupante na vida dos idosos, que pode trazer consigo graves consequências.


Algumas medidas simples, como inserir barras de apoio, principalmente nos banheiros, melhorar a iluminação, utilização de pisos e tapetes anti-derrapantes, são algumas condutas que poderão auxiliar, e muito, a vida dos idosos, minimizando os riscos de quedas. A prática de exercícios físicos tem sido muito eficaz na prevenção de quedas, pois ajuda a melhorar a força muscular; equilíbrio, flexibilidade e a coordenação motora.

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