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Idosos: doença de Alzheimer

O Alzheimer é a causa mais comum de demência - grupo de distúrbios cerebrais que causaram a perda de habilidades intelectuais e sociais. No Alzheimer, as células cerebrais degeneram e morrem, resultando em um declínio constante na memória e na função mental.


A demência causada pelo Alzheimer varia em gravidade desde o estágio mais brando, quando está apenas começando a afetar o funcionamento (cognitivo?) de uma pessoa, até o estágio mais grave, quando a pessoa passa a depender completamente de terceiros para as atividades básicas diárias como caminhar, ir ao banheiro e comer, por exemplo. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado. Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Como conseqüência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.


Sintomas:


· falta de memória para acontecimentos recentes;


· repetição da mesma pergunta várias vezes;


· dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos;


· incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas;


· dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos;


· dificuldade para encontrar palavras que exprimam idéias ou sentimentos pessoais;


· irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento.


A doença de Alzheimer costuma evoluir de forma lenta e inexorável. A partir do diagnóstico, a sobrevida média oscila entre 8 e 10 anos. O quadro clínico costuma ser dividido em quatro estágios:


· Estágio 1 (forma inicial): alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais;


· Estágio 2 (forma moderada): dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Agitação e insônia;


· Estágio 3 (forma grave): resistência à execução de tarefas diárias. Incontinência urinária e fecal. Dificuldade para comer. Deficiência motora progressiva;


· Estágio 4 (terminal): restrição ao leito. Mutismo. Dor à deglutição. Infecções intercorrentes.


Tratamento:


A doença é incurável. O objetivo do tratamento é retardar a evolução e preservar, por mais tempo possível, as funções intelectuais. Os melhores resultados são obtidos quando o tratamento é iniciado nas fases mais precoces. Numa doença que é progressiva, nem sempre é fácil avaliar resultados. Por essa razão, é fundamental que os familiares utilizem um diário para anotar a evolução dos sintomas.


A memória está melhor? Os afazeres diários são cumpridos com mais facilidade? O quadro está estável? O declínio ocorre de forma mais lenta do que antes da medicação? Sem essas anotações fica impossível avaliar a eficácia do tratamento.


Uma vez iniciado, o tratamento precisa ser reavaliado pelo médico ao completar um mês, mas deve ser mantido obrigatoriamente por um período mínimo de 3 a 6 meses, para que se possa ter ideia da eficácia. Enquanto a resposta for favorável, o medicamento não deve ser suspenso, sendo fundamental a tomada diária nas doses e observar os intervalos prescritos. A administração irregular compromete o resultado final.


FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE

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